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Biotecnologia agrícola: a tecnologia que revolucionou a agricultura

Os últimos 20 anos viram inovações revolucionárias proporcionadas pela biotecnologia agrícola que ajudaram os agricultores a melhorarem suas colheitas; a cultivar de forma mais sustentável e a ajudar a alimentar o mundo com uma dieta mais nutritiva. Aqui serão apresentados os cinco principais avanços das inovações biotecnológicas que revolucionaram a agricultura.

 

Propriedades da biotecnologia agrícola.
Tolerância a seca.

A seca é uma grande ameaça para a produtividade agrícola. Com o aumento das temperaturas e chuvas escassas, muitos agricultores vêem as suas culturas murcharem. O problema é cada vez pior à medida que as alterações climáticas ameaçam prolongar e intensificar as secas. Felizmente, a biotecnologia agrícola pode ajudar os agricultores a enfrentar essas dificuldades. Em 2013, os agricultores plantaram com sucesso o primeiro milho biotecnológico tolerante à seca no ‘Corn Belt’, uma região do meio-oeste dos Estados Unidos. Os cientistas estão agora a trabalhar para tornar esta tecnologia disponível para os agricultores em todo o mundo. Na África, onde mais de 300 milhões de pessoas dependem do milho como sua principal fonte de alimento, o projeto público / privado ‘Water-Efficient Maize for Africa’ deu passos significativos para levar a tecnologia de tolerância à seca para a África Oriental. Eles esperam plantar o milho geneticamente modificado em 2017. Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa de Política Alimentar estimou que o milho poderá aumentar a produtividade em 17% nesta área durante as secas graves.

Resistência a doenças.

Descobrir genes que possam permitir a resistência a organismos catastróficos, tais como fungos, bactérias, nematóides e outros agentes patogênicos, pode salvar indústrias agrícolas completas da devastação. No Havaí, por exemplo, o mamão biotecnológico resistente a doenças tem sido cultivado desde 1998 e foi fundamental para superar o vírus letal em mancha do anel em mamões que ameaçava erradicar a produção no estado. Esta tecnologia salvou a indústria havaiana de mamão e levou ao desenvolvimento de outras variedades de culturas resistentes a doenças, tais como fruteiras resistentes a viroses. No futuro, outras características de resistência a doenças poderão ajudar a indústria do suco de laranja no combate a doenças dos citros e até mesmo reviver a castanheira americana.

Tolerância a herbicidas.

Com as culturas biotecnológicas tolerantes a herbicidas, os agricultores têm uma ferramenta poderosa para combater ervas daninhas. Estas culturas proporcionam a flexibilidade para escolher herbicidas com características ambientais de sua preferência e aplica-los só quando necessário, também são um suporte para os métodos de plantio direto, que reduzem a pegada ecológica da agricultura para ajudar a preservar os solos (um recurso vital para os agricultores), além de reduzir as emissões de dióxido de carbono. Culturas tolerantes a herbicidas geradas através da biotecnologia agrícola têm sido cultivada desde 1996, e os agricultores hoje podem cultivar variedades de milho, soja, algodão e canola contendo esta tecnologia.

Resistência a pragas.

A possibilidade de produzir culturas com uma resistência incorporada a insetos tem ajudado os agricultores em todo o mundo a evitar perdas significativas. Variedades de milho, por exemplo, foram modificadas para conter uma proteína inseticida de um microrganismo do solo (Bacillus thuringiensis) que fornece proteção as planta contra as brocas do milho. Há também variedades de soja e algodão resistentes às pragas. Em 2014, Bangladesh tornou-se o primeiro país do mundo a aprovar o plantio comercial de berinjela resistente a insetos. Os pesquisadores estimaram que se a berinjela Bt for levada para outros países como a Índia, poderia aumentar a produção em 37% e reduzir a aplicação de inseticida, poupando aos agricultores tempo e dinheiro.

Melhoria da Qualidade Nutricional.

Os cientistas estão usando a biotecnologia agrícola para desenvolver óleos alimentares mais saudáveis, como óleo de canola e de soja altamente oleicos, o que eliminam gorduras trans, aumente o ômega-3 e, eventualmente, ajudam a reduzir o risco de ataques vasculares. Existe também um elevado potencial para países em desenvolvimento. Os alimentos biotecnológicos com conteúdo nutricional melhorado poderiam fornecer nutrientes essenciais para as crianças, especialmente durante os primeiros 1000 dias de vida que são fundamentais para o seu desenvolvimento, transformando assim as vidas de milhões. Por exemplo, uma nova variedade de arroz pode ajudar a reduzir o impacto da deficiência de vitamina A, que é responsável por mais de 500.000 casos de cegueira irreversível e até dois milhões de mortes por ano. Arroz dourado é enriquecido com betacaroteno, um composto que o corpo utiliza para fazer a vitamina A.

Referência:

http://agroalimentando.com/nota.php?id_nota=676

 

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